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Âmbitos da Moderna Análise de Custos
Um dos principais focos da administração da empresa moderna tem sido a

análise dos fatores que regem os seus custos. Esta atenção se justifica até mesmo porque o custo é um dos principais determinantes da competitividade de qualquer empresa. Também, essa

importância cresce na medida em que outros determinantes – por exemplo a qualidade do produto e o relacionamento pós-venda – deixam de ser referências máximas de diferenciação de mercado da

empresa, transformando-se numa exigência básica ou a concretização das expectativas dos clientes.
Para uma melhor compreensão do estágio da administração de custos em que se encontra a

organização, separamos o estudo dos custos em três tópicos: controle (estágio I), apuração (alocação) e gestão (estágio II). Na verdade, esses tópicos poderiam ser tratados como duas

funções interligadas: gestão e apuração de custos. Nesta linha, entendendo que a gestão tem como base de análise os processos e está mais ligada ao estudo dos fatores que governam os custos

e a elaboração do orçamento, enquanto que a principal característica da função apuração está relacionada com o estudo das atividades e alocação de custos aos objetos de custos. Em outras

palavras, nosso propósito ao tratar controle e gestão como esferas distintas da análise tem por finalidade apenas facilitar a caracterização dos estágios da administração dos custos.

Podemos, então, enquadrar como administração de custos de estágio I as organizações que: a) têm como base da análise dos custos a natureza de cada custo; b) onde predominam a visão

unilateral dos custos; c) não conhecem os fatores que regem ou determinam os custos; e d) adotam a prática do orçamento convencional. E como administração de estágio II, aquelas que: a) têm

como base da análise dos custos os processos produtivos e as atividades envolvidas; b) conhecem os principais determinantes dos custos; e c) adotam o orçamento de custos baseado na

atividade e vinculado ao plano de receitas.

Transportada para o ambiente bancário, esta análise pode ganhar dimensão ainda mais relevante. Os bancos oferecem aos seus clientes uma

grande variedade de serviços, distribuídos simultaneamente por canais como agência, sala de auto-serviços, ATM, call center e internet banking. Esses canais de distribuição dos serviços são

suportados por recursos (pessoas e meios), cujas características principais são uma forte rigidez em relação à demanda de produtos e serviços e a predominância de "custos comuns", o que

gera uma complicação adicional à análise gerencial e a alocação de custos aos objetos. A tarefa a ser realizada é, portanto, medir e gerenciar custos e associá-los aos resultados. E para

realizá-la de modo satisfatório tornam-se imprescindível o conhecimento da natureza da atividade bancária neste campo e à aplicação de ferramentas adequadas, como o custeio, o gerenciamento

e o orçamento baseados na atividade. Essa análise não deve pautar-se apenas pelo cálculo mais preciso dos custos dos objetos, mas também melhorar o desempenho das atividades requeridas

pelos processos de negócios. Neste sentido, a organização deve estar estudando, continuamente, maneiras de reduzir os seus custos. E existem nos bancos oportunidades para uma expressiva

redução de seus custos, se aplicadas técnicas de gerenciamento mais apropriadas.

Assim, na esfera apuração de custos, o objetivo da análise é o cálculo sistemático de custos,

compreendendo os canais e os custos unitários das transações efetuadas em cada um deles: a) atendimento convencional em agências; b) salas de auto-serviço / ATM; e c) internet banking. A

informação de custo unitário tem por finalidade principal servir como balizador de preços para a precificação de empréstimos (spread) e serviços (tarifa); avaliação da lucratividade de

clientes, produtos e carteiras; e base para a gestão de custos. E na esfera gestão de custos, desenvolver a análise dos determinantes do custo (elementos básicos para uma gestão estratégica

de custos) e passar de um orçamento tipicamente por item de custos e unilateral para o orçamento de custos baseado na atividade e vinculado ao plano de receitas.

João Maria Matos,

mestre em economia pela PUC-SP, é consultor na área da gestão empresarial, especialista em análise de custos e gerenciamento da lucratividade em bancos.


Fonte: JM Consultoria e Treinamento, 00/00/0000

Por: João Maria Matos



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