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Desafios para a Gestão Bancária
O ambiente empresarial observado nos últimos anos tem se caracterizado por grandes e freqüentes mudanças nos processos de negócios das empresas. Regido por fatores como globalização e novas tecnologias, esse novo quadro tem exigido das organizações uma série de ajustes nas suas estruturas organizacionais e constantes adaptações às novas demandas do mercado. Em outras palavras, de uma política sistemática de inovações. No entanto, a realidade tem mostrado que um grande número de empresas acaba não implementando as mudanças exigidas na velocidade e agilidade compatíveis com a nova ordem.
Compreender e enfrentar os novos desafios são pré-requisitos para a organização evitar o acúmulo de ineficiências que, certamente, levará ao enfraquecimento de suas vantagens competitivas e, conseqüentemente, da lucratividade sustentada. E todos sabem que a preservação dessa vitalidade depende de uma administração adequada dos custos e da concretização das expectativas dos clientes. Fica evidente, então, que nesta era de descontinuidades os desafios para a gestão empresarial tornam-se ainda mais relevantes. Este aspecto é importante porque se a empresa deixa de fazer o aperfeiçoamento sistemático e contínuo nos seus processos de negócios e no sistema de informação, mais dia menos dia terá que partir para uma reestruturação (aperfeiçoamento descontínuo) e pagar um preço alto por isso.

Conhecer os fatores (ou alavancas) que impulsionam as receitas e os que regem os custos deve ser, então, um desafio permanente e ponto de referência para a gestão de qualquer empresa neste novo ambiente. E no setor bancário - que tem, entre outras particularidades, uma maior aleatoriedade na formação de seus resultados – esta análise se torna ainda mais necessária. Assim, e independente do setor econômico, é imperativo gerar informações para apoiar a gerência na tomada de decisões, isto é, nas suas ações sobre desempenho e oportunidades. Em outras palavras, as organizações recorrem às informações gerenciais e às técnicas de gerenciamento na expectativa de que elas, ao traduzirem a complexidade da administração da organização moderna, ajudem a criar valor para o negócio.

No entanto, não obstante o avanço observado após a estabilização da economia, deve ser ressaltado que o conjunto das informações gerenciais disponível ainda não corresponde à amplitude, flexibilidade e qualidade desejadas. No caso dos bancos, em particular, as principais deficiências em relação ao padrão recomendado estão relacionadas com: a) foco no resultado (global) em si e não nos fatores que o impulsiona; b) baixo fornecimento de feedback; e c) não proporcionar o aprendizado ou a capacidade de mudar e melhorar. Portanto, de informar aos membros da equipe o que deve fazer para melhorar o seu desempenho e também que indique a necessidade e o momento certo de alguma ação corretiva. Ou seja, novas formas de aumentar a eficiência dos processos de produção, desenvolvimento de produtos, atendimento de clientes, etc.

Fica evidente, portanto, a importância do sistema de informações gerenciais pois ele funciona como instrumento para direcionar as equipes no sentido de proporcionar a compatibilidade entre visão estratégica e ação gerencial e conduzir a empresa na direção dos objetivos programados. Dessa forma, as organizações devem ter como uma de suas metas estratégicas o aperfeiçoamento sistemático e contínuo dos seus sistemas de informações gerenciais. Deve ser ressaltado ainda que, além de domínio das técnicas de gestão, conhecer a dinâmica do negócio é pré-requisito básico para o desenvolvimento de um sistema de informações gerenciais eficiente. Também é necessário desenvolver habilidades para um uso mais eficaz dessas informações, especialmente na melhoria da lucratividade a partir do gerenciamento das relações com o cliente.

João Maria Matos, mestre em economia pela PUC-SP, é consultor na área da gestão empresarial, especialista em análise de custos e gerenciamento da lucratividade em bancos.


Fonte: JM Consultoria e Treinamento, 00/00/0000

Por: João Maria Matos



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