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Estrangeiros Diluem os Riscos, diz BANKBOSTON
O aumento da participação dos bancos estrangeiros é um antídoto eficaz para

diluir o risco do sistema financeiro brasileiro. A avaliação, feita ontem pelo vice-presidente de mercado de capitais do BankBoston, Ricardo Gallo, tem por objetivo mostrar que a presença

de bancos estrangeiros não influencia a política monetária adotada pelas autoridades locais. Ao contrário, serve para garantir com solidez o dinheiro dos clientes, já que as instituições

que estão entrando no Brasil atuam em diversos países e não concentram as atividades em poucos mercados.

Gallo observou, no entanto, que o País tem um elevado número de agências

bancárias em relação aos empréstimos concedidos aos clientes. "O total de empréstimos dos bancos privados brasileiros em relação ao PIB é de 35%, enquanto no Chile, dadas as proporções,

varia entre 60 e 70% do PIB", afirmou.

Ele acredita que o "business banking" brasileiro é muito alto em comparação a diversos países e é essa relação, empréstimo versus PIB, que um

banco estrangeiro também olha ao analisar o Brasil, sem contar a capacidade de depósitos que uma agência é capaz de atingir. Ele citou como exemplo o próprio caso BankBoston, em que a média

de depósitos varia de cinco a sete vezes na comparação com os bancos que têm mais de uma centena de agências. Na sua opinião, isso possibilita a ampliação segura de sua rede das atuais 45

agências para 64 até o fim deste ano, atuando num segmento da economia que abrange os clientes com uma renda familiar a partir de R$ 4 mil. "O retorno do investimento numa nova agência tem

acontecido de 12 meses a 1,5 ano."

Sobre a recente parceria entre o ABN Amro Bank com o Real, Gallo comentou que o desembolso a ser feito pelo banco holandês envolveu dinheiro vivo

na operação. "Na associação do Citibank com o Travelers, por exemplo, ninguém colocou as mãos no bolso. O que houve foi a troca de ação entre as instituições. Portanto, no caso do Real, a

forma de pagamento foi outra e o dinheiro saiu dos ativos do ABN", disse.

Ele acredita que os bancos estrangeiros continuarão associando-se ou fundindo-se para garantir presença

reforçada nos mercados que atuam. Gallo citou como exemplo a união dos bancos na Suíça (UBS e SBC) e a necessidade de expansão para outros países dos bancos ingleses, alemães, espanhóis e

portugueses. Segundo o executivo, o movimento dos bancos norte-americanos está muito conservador por causa da rentabilidade que os acionistas cobram todos os anos dos administradores, o que

engessa um avanço mais agressivo em direção aos países emergentes. "No Brasil, a média de retorno dos bancos está entre 12 e 15% ao ano, e essa rentabilidade pesa na tomada de decisões de

um banco norte-americano".



Fonte: Gazeta Mercantil, 15/07/1998

Por: Marcelo Antunes



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