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Estabilidade da Economia Atraiu os Estrangeiros
Entrada de 30 milhões de novos consumidores no mercado depois do Real abriu caminho às múltis

A estabilidade econômica e política vivida pelo Brasil, depois do Plano Real, é o principal argumento para a invasão do capital estrangeiro nos diversos segmentos econômicos do País. Com o fim da inflação e a melhoria do poder aquisitivo, o Brasil viu surgir 30 milhões de consumidores, numa clara demonstração do potencial do mercado nacional, o que tem provocado, cada vez mais, o desembarque de um batalhão de multinacionais no País.

Balanço feito pela consultoria KPMG, que vem auxiliando companhias na compra e venda de ativos, mostra que, de janeiro de 94 até o fim do primeiro semestre houve 1.254 fusões e aquisições. Com a compra de 700 empresas em quatro anos e meio, o capital estrangeiro foi responsável por 56% das transações. O montante de investimentos do capital estrangeiro no País, no período, já chega a US$ 21 bilhões.

O capital nacional também não ficou atrás do avanço das múltis. A busca do ganho de escala de produção, para competir com preços mais baixos, levou grupos nacionais a incorporar concorrentes ou fundir suas operações. O resultado disso é que houve, em mais de quatro anos, 554 aquisições. Se fosse mantido o mesmo critério médio por transações de aquisições das múltis - em torno de US$ 35 milhões - , as companhias brasileiras teriam investido US$ 18 bilhões na compra de concorrentes nacionais.

Mas não é isso o que acontece. Segundo o sócio-diretor da KPMG Márcio Lutterbach, as operações que envolveram empresas estrangeiras no Brasil têm um valor muito mais alto. Só para citar um exemplo do mercado financeiro, o segundo setor de maior movimentação depois do Plano Real, tirando a compra do BCN pelo Bradesco, no ano passado, numa transação que envolveu uma cifra de mais de US$ 1 bilhão, não houve mais nenhum negócio de porte.

Em compensação, o capital estrangeiro não se fez de rogado e desembolsou o dinheiro necessário para ganhar posições no setor bancário nacional e hoje já detém 17% de participação - antes do Real, o porcentual estava abaixo de 10%. Nas três mais recentes transações do mercado financeiro - Crédit Suisse First Bank (incorporando o Garantia), Santander (Noroeste), Bilbao Vizcaya (Excel Econômico), Caixa Geral de Depósitos (Bandeirantes) -, os bancos estrangeiros desembolsaram mais de US$ 2,5 bilhões.

Nos quatro anos de Plano Real, o mercado financeiro promoveu 105 aquisições. Desse total, as instituições financeiras nacionais absorveram 53 negócios, os estrangeiros ficaram com outras 52 transações. O auge da movimentação foi em 97, quando se realizaram 26 negócios. Nem sempre há uma divisão igualitária de transações entre os capital nacional e estrangeiro. No primeiro semestre, das 12 transações no setor, os bancos multinacionais fizeram nove operações, enquanto outras três foram realizadas por banqueiros nacionais.



Fonte: O Estado de S. Paulo, 06/07/1998

Por: Edilson Coelho



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