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O Capital Estrangeiro na Bolsa de Valores
Houve quem temesse que a crise asiática se traduzisse, no Brasil, por uma grande saída do capital estrangeiro das bolsas. Houve, de fato, saídas desde o início da crise tailândesa; em compensação, registraram-se entradas, tão grandes que o saldo do exercício de 1997 foi positivo. Isso indica que os investidores estrangeiros continuam tendo grande interesse nas bolsas brasileiras.

No mês de dezembro, o saldo foi negativo: US$ 443,36 milhões. Registraram-se entradas de US$ 2,018 bilhões e saídas de US$ 2,462 bilhões. Mesmo assim, tomado o ano de 1997, as entradas pelo Anexo IV - sendo 96,46% para aplicação em ações - somaram US$ 32,191 bilhões e as saídas US$ 30,576 bilhões, com um saldo positivo de US$ 1,615 bilhão. Esse valor é inferior ao de 1996, mas não é de maneira alguma desprezível, considerando-se a crise asiática.

O patrimônio líquido das carteiras do capital estrangeiro era estimado, no final do ano passado, em US$ 30,913 bilhões. Como a maior parte das aplicações faz-se na Bolsa de Valores de São Paulo, pode-se comparar esse valor ao valor de mercado das 536 empresas listadas no índice Bovespa. Ele foi calculado, no final de 1997, em US$ 255,4 bilhões. Assim, as aplicações estrangeiras representam algo como 12% do movimento total dos papéis registrados no índice. Há quem formule a tese de que se os estrangeiros sairem das nossas bolsas, haveria uma forte queda nas reservas internacionais do Banco Central. É preciso lembrar, imaginando essa hipótese, que no momento em que se configurasse essa saída, haveria uma queda violenta das cotações e que, assim, as saídas nunca chegariam a representar os quase US$ 31 bilhões aplicados hoje em bolsa.

A participação de 12% do capital estrangeiro poderá não parecer muito importante. É preciso, no entanto, notar, por um lado, que as aplicações estão concentradas em um número reduzido de blue chips, por outro, que embora sejam marginais, essas aplicações muitas vezes ditam a evolução do mercado. Nesse sentido é importante assinalar que do dia 1º de janeiro até o último dia 9, as entradas de capitais estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo foram de US$ 983,445 milhões e as saídas de US$ 965,731 milhões, deixando um saldo positivo de US$ 17,714 milhões.

O que merece destaque é que as entradas continuam elevadas, malgrado uma situação muito agitada nos mercados asiáticos. Isso indica que existe uma tendência de transferir da Ásia para a América Latina as aplicações realizadas até agora naquela região.

Segundo a Comissão dos Valores Mobiliários (CVM), 36,48% do capital estrangeiro vem da América Central (paraísos fiscais); 21,76%, da América do Norte; 21,76%, da Europa, e 9,23%, da América do Sul. Essa distribuição geográfica mostra que as bolas brasileiras não dependem da Ásia e que a participação do capital estrangeiro é suficientemente distribuída para não criar surpresas. A evolução das aplicações em bolsas brasileiras vem comprovar que os investidores estrangeiros reconhecem que a crise no Sudeste Asiático não terá maiores conseqüências para a América Latina.


Fonte: O Estado de São Paulo, 14/01/1998

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