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HSBC mantem lugar de maior banco do mundo
Pelo segundo ano consecutivo, o banco britânico ultrapassa os japoneses no ranking por capital próprio da revista The Banker
O britânico HSBC Holdings manteve o lugar de maior banco do mundo pelo segundo ano consecutivo no conceituado ranking da revista The Banker de l996, publicado na edição de julho no ano anteiror, o HSBC havia deslocado do primeiro lugar os bancos japoneses, fragilizados por um grande estoque de créditos problemáticos, concedidos nos anos de economia em alta.

Havia a expectativa de que o gigante formado pela fusão entre o Bank of Tokyo e o Mitsubishi pudesse recuperar o estrelato. Mas isso não aconteceu: o patrimônio relativamente baixo e o contínuo declínio do iene frente ao dólar deslocaram o Tokyo-Mitsubishi para o segundo lugar no ranking da The Banker, que leva em consideração o capital próprio ("tier one capital") das instituições financeiras.

Com seus US$ 25,716 bilhões de capital próprio, o HSBC, que adquiriu neste ano o Bamerindus, ficou na frente do Tokyo-Mitsubichi, com US$ 24,323 bilhões.

Os bancos japoneses, que há dois anos dominavam os seis primeiros lugares do ranking, agora somente ocupam dois postos entre os dez maiores,com o Sumitomo (nono lugar) além do Tokyo-Mitsubishi.

Se o ranking considerasse os ativos totais, porém, o gigante japones está na frente, com US$ 647,781 bilhões, seguido pelo Deutsche Bank, com US$ 569,906 bilhões e Crédit Agricole (associado no Brasil ao grupo Monteiro Aranha e ao português Espírito Santo no InterAtlântico, que acabou de adquirir o Boavista), com US$ 477,336 bilhões. O HSBC somente aparece no décimo lugar, com ativos totais de US$ 401,686 bilhões.

Não há nenhum banco brasileiro entre os 25 maiores em capital próprio. Curiosamente, no entanto, os brasileiros aparecem com algum destaque entre os mais lucrativo, mais sólidos e também entre os de pior desempenho.

Além da capitalização e da taxa de câmbio, outro fator que tem influenciado o ranking da revista britânica nos últimos anos é o processo de consolidação que o sistema financeiro atravessa em todo o mundo. Segundo a revista, o ranking já reflete essa tendência. Além do Tokyo-Mitsubishi, aparecem na lista pela primeira vez após uma fusão uma série de bancos norte-americanos. O Chase Manhattan, resultado da união do Chase com o Chemical, ficou em quarto lugar com US$ 21,095 bilhões em capital próprio.

Ao somar suas forças, o First Union e o First Fidelity subiram para o 40º lugar; o Wells Fargo e o First Interstate para o 49º; e o Bank of Boston e o Baybank, para o 75º lugar.

Os responsáveis pela elaboração do ranking esperam novidades também no ranking deste ano, quando o Nationsbank, atualmente o l6º maior em capital próprio, com US$ 12,662 bilhões, e 45º maior em ativos, com US$ 185,794 bilhões, aparecerá somado ao Boatmen’s e ao Barnett Banks.

Muitas mudanças também devem ocorrer no ranking das instituições inglesas, que passam por um processo peculiar com a conversão de sociedades de crédito imobiliário em bancos e sua fusão com instituições tradicionais. O Lloyds TSB, por exemplo, comprou a Cheltenham & Gloucester.

Apesar da preocupação com a situação das instituições do Sudeste Asiático e com o alerta do Banco para Compensações Internacionais (BIS) de que alguns sistemas bancários ainda não se recuperaram do período de grande crescimento do crédito, no ranking dos mil maiores da The Banker apenas 36 bancos registraram prejuízo.O primeiro da lista dos piores desempenhos é o Banco do Brasil.

Três brasileiros entre os mais sólidos

Três bancos brasileiros fazem parte do ranking dos 25 mais sólidos do mundo, elaborado pela revista britânica The Banker com base na relação capital-ativos. São eles o mineiro Banco Mercantil do Brasil, que está em oitavo lugar com um índice de 23,90%; o Banco de Brasília (BRB), em l6º lugar, com l8,81%; e o Banco Mercantil de São Paulo, em seguida, com l8,53%;.

Dois outros bancos brasileiros frequentam com destaque a lista dos 25 mais lucrativos em retorno sobre o capital e sobre os ativos. Um deles é o Meridional, que deve ser privatizado ainda neste ano e que obteve um retorno de 99,36% sobre o capital e de 13,16% sobre os ativos no ano passado, ficando em terceiro lugar nos dois rankings. Já o Noroeste, adquirido neste ano pelo espanhol Santander, teve um retorno sobre o capital de 79,80% e de 8,86% sobre os ativos.

Na relação dos maiores bancos do mundo, o primeiro latino-americano privado a aparecer é o Bradesco, em 67º lugar; o Itaú é o segundo, no 95º lugar; e o Unibanco, o terceiro, l57º no ranking geral.

Mas o Brasil domina um ranking bastante negativo que é o das instituições com pior desempenho, liderado pelo Banco do Brasil (BB) com seu prejuízo de US$ 7,7 bilhões no ano passado e seguido por dois japoneses (DaiIchi Kangyo Bank e Nippon Credit Bank), Credit Suisse e Banco di Napoli. O BB também é o maior da América Latina.


Fonte: Gazeta Mercantil, 10/09/1997

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