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Abertura do sistema financeiro ajuda a economia
Organização Mundial do Comércio quer fechar um acordo de liberalização

global para os 131 países-membros até 12 de dezembro
A liberalização dos serviços financeiros, derrubando as barreiras para a entrada de bancos, seguradoras e corretoras, ajuda as

economias de países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem comprometer o direito de cada governo de regulamentar seu mercado.

É a conclusão - pouco surpreendente - de um novo

estudo do secretariado da Organização Mundial de Comércio (OMC), engajado atualmente na tentativa de fazer os 131 membros chegarem a acordo até 12 de dezembro para liberalizar os serviços

financeiros.

A Unctad, agência das Nações Unidas que se ocupa do desenvolvimento através do comércio e do desenvolvimento, estima que a liberalização dos serviços financeiros

atualmente proposta é o elemento que falta na estratégia de certos países industrializados, para depois propor um acordo multilateral sobre o comércio eletrônico, visto como a principal via

de comércio na próxima década.

O estudo que a OMC está divulgando hoje sustenta que a liberalização no setor financeiro trará três grandes benefícios: intensificar a competição e

melhorar a eficiência setorial, com baixa de custos, melhor qualidade e maior oferta; melhorar a intermediação financeira e as oportunidades de investimento através de melhor alocação entre

setores, países e tempo, e através de melhor maneira de administrar riscos e absorver choques; e finalmente, induzir os governos a melhorar a gestão macroeconômica, a intervenção nos

mercados de crédito e a regulamentação e supervisão bancária.

Também mostra que instabilidade macroeconômica e regulamentação e supervisão inadequadas podem destruir os benefícios

da liberalização. Ao mesmo tempo, a abertura dos serviços financeiros pode em certas circunstâncias - agravar dificuldades financeiras já existentes. Nota que não há estratégia de

liberalização universamente applicável, e que a questão crucial é como a liberalização e as reformas que a acompanham poderão ser realizadas para maximizar os benefícios.

O estudo

estima que a liberalização dos serviços financeiros pode ter efeitos positivos fortíssimos na renda e no crescimento.

Países com setor financeiro aberto teriam crescimento mais

rápido que aqueles com regimes fechados. O estudo cita como exemplo o sucesso econômico de Hong Cong e de Cingapura, que foi amplamente facilitado nos dois países por uma abertura

financeira para o mundo. Outra constatação é que mais países em desenvolvimento, como Argentina, Brasil, Gana, Hungria, Indonésia e Paquistão estão se integrando crescentemente nos mercados

financeiros mundiais. Além disso, a OMC calcula que as crises bancárias recentes custaram mais para a Argentina (55% de PIB) entre 1980 e 1982, e para o Chile (de 32 a 41% entre 1981 e

1983).

Os serviços financeiros cresceram rapidamente nos últimos anos. O emprego no setor cresceu de 25 a 50% em alguns países industrializados desde 1970 e representa agora 3 a 5%

do emprego total. O valor adicional do setor financeiro também aumentou consideravelmente nos últimos 25 anos, atingindo agora entre 7% e 13% do PIB em Hong Cong, Cingapura, Suíça e Estados

Unidos, e refletindo o incremento nas atividades financeiras internacionais.

Atuação estrangeira

A OMC mostra também que a participação estrangeira em ativos bancários,

indicador da presença no setor, fica em torno de 20% nos Estados Unidos, na Argentina e no Chile. Com isso, o comércio de serviços financeiros supranacionais mais que triplicou entre 1985 e

1995, e agora supera US$ 50 bilhões para os países mais importantes.


Fonte: Gazeta Mercantil, 22/09/1997

Por: Assis Moreira de Genebra



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