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BANCOS: 16,6% dos ativos são estrangeiros
Fatia cresceu 75% desde o Real
Apesar de crescente

pressão dos países industrializados para uma maior abertura do sistema financeiro nacional ao capital externo, a fatia dos bancos estrangeiros nos ativos totais do setor já cresceu de 9,5%,

imediatamente antes do Plano Real, para 16,6% em junho passado, em comparação com 20% nos Estados Unidos, Argentina e Chile.

O analista Erivelto Rodrigues, sócio-diretor da Austin

Asis, diz que a participação do capital estrangeiro nos bancos brasileiros vai aumentar com a privatização de instituições como o Meridional, para a qual estão pré-qualificados a portuguesa

e estatal Caixa Geral de Depósitos e o norte-americano J.P. Morgan. "Muitos bancos estrangeiros, sem espaço para crescer no mercado doméstico, visualizaram oportunidades de expansão na

América Latina e no Brasil, em especial", diz Rodrigues.

Bernard Mencier, presidente da Associação Brasileira dos Bancos Internacionais (ABBI), afirmou que as instituições

estrangeiras ajudarão a reduzir os elevados custos bancários no Brasil. O presidente do Unibanco, Tomas Zinner, disse porém que "os estrangeiros chegaram para ganhar dinheiro, e não vemos

nenhum deles atuando de forma muito diferente no mercado, ao menos por enquanto".

Apesar da crescente pressão dos países industrializados para uma maior abertura do sistema

financeiro nacional ao capital externo, antes mesmo da regulamentação do artigo 192 da Constituição, a fatia dos bancos estrangeiros nos negócios bancários vem crescendo visivelmente desde

o Plano Real.

A participação dos bancos de controle estrangeiro nos ativos totais do sistema financeiro nacional aumentou de 9,5% para 16,6% de junho de 1994 a junho passado,

equivalente a US$ 43,5 bilhões segundo levantamento feito pela Austin Asis Consultores. Também cresceu a fatia dos estrangeiros nos depósitos totais do sistema, de 9% para 14,5%, com US$

11,2 bilhões; e no patrimônio líquido, de 5,7% para 11,6%, chegando perto de US$ 3 bilhões.

O aumento da importância dos bancos estrangeiros no sistema financeiro nacional é

resultado não só do crescimento das instituições já estabelecidas no País há décadas como o Citibank ou o BankBoston, mas também da entrada de nomes novos no mercado.

As operações

de fusões e aquisições no sitema financeiro praticamente dobraram de 16 para 30 entre 1995 e 1995 e já somam 23 nos primeiros oito meses deste ano - a maior parte delas envolve capital

estrangeiro, de acordo com pesquisa feita pela KPMG.

Os analistas como Erivelto Rodrigues, sócio-diretor da Austin Asis, acreditam que a participação do capital estrangeiro nos

bancos brasileiros vai aumentar com a privatização de instituições como o Meridional, para o qual já estão pré-qualificados a portuguesa e estatal Caixa Geral de Depósitos e o norte-

americano J.P. Morgan, e do Banespa. Muitos bancos estrangeiros, disse Rodrigues, sem espaço para crescer no mercado doméstico, "visualizaram oportunidades de expansão na América Latina e

no Brasil em especial". Para ele, essas instituições trazem novas tecnologias ao mercado brasileiro, e vão oferecer um serviço melhor a um preço menor.

A opinião é endossada pelo

presidente do Banco CCF e da Associação Brasileira dos Bancos Internacionais (ABBI), Bernard Mencier, para quem a abertura vai reduzir o custo dos serviços bancários que "são muito elevados

no Brasil".

O presidente do Unibanco, Tomas Zinner, porém, não acredita que esse impacto seja imediato ou tenha a dimensão imaginada. "Vemos a concorrência como saudável. Mas os

estrangeiros chegaram para ganhar dinheiro, e não vemos nenhum deles atuando de forma diferente", afirmou.

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban),

Roberto Setubal, defende o acesso do capital estrangeiro ao setor, de acordo com as regras de reciprocidade, mas dentro de alguns limites. Para ele, "o país que tem moeda e quer uma

política monetária e fiscal autônoma precisa de um sistema financeiro com predominância do capital nacional". Caso contrário, corre o risco de perder o controle de aspectos importantes como

crédito e fluxo de capital externo, uma vez que os bancos estrangeiros podem obter "funding" no exterior.


Fonte: Gazeta Mercantil, 22/09/1997

Por: Assis Moreira e Maria Christina Carvalho



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