Artigos de Interesse
Bancos Associados
Capacitação
   Profissional

    Cursos Ativos
    In-Company
Como Associar-se
Diretoria

Estratégia Nacional de
   Educação Financeira

Eventos
Finalidade e Objetivos
Forma de Atuação
Links de Interesse
Programa de Inclusão de
   Pessoas com Deficiência
Reuniões e Comitês
Trabalhos especiais
News ABBI
BB, Bradesco e Itaú estão entre os maiores do mundo
Colocação do bancos entre os cem maiores revela que setor será disputado por estrangeiros
Banco do Brasil, Bradesco e Itaú foram classificados entre os cem maiores bancos do mundo. A colocação dos brasileiros na listagem representa uma boa notícia, pois revela que o varejo será duramente disputado entre eles e os estrangeiros que estão chegando. O mercado financeiro brasileiro torna-se um território mais competitivo, pois outras 24 instituições financeiras listadas no ranking das cem maiores estão operando no País.

O Banco do Brasil ocupa a 68ª posição, um posto à frente do Bradesco. O Itaú, por sua vez, coloca-se como centésimo maior banco do mundo. O ranking foi preparado pela revista especializada Institutional Investor, como que utilizou critério de seleção o "core capital" de cada banco.

O "core capital" representa o valor efetivamente aplicado pelos acionistas na instituição e é utilizado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), o Banco Central dos Bancos Centrais, para uniformizar o critério de avaliação do mercado financeiro.

Classificação - O Banco do Brasil e o Itaú não estavam relacionados no ranking do ano passado. Já o Bradesco figurava na 72ª posição e pulou três postos para chegar à 69ª lugar neste ano.

O "core capital" do BB é de US$ 5,3 bilhões, diante de US$ 5,2 bilhões do Bradesco, enquanto o Itaú aparece com US$ 3,7 bilhões. Essa classificação revela que a concorrência ficará mais acirrada no Brasil, assim como demonstra que pelo menos esses três bancos nacionais estão em condições de sobreviver às exigências do novo mercado.

O BB e o Bradesco estão mais bem classificados do que quatro instituições internacionais com presença no Brasil, no caso, o Boston, Santander, Banca Nazionale Del Lavoro (BNL Brasil) e o Wachovia Bank (que adquiriu recentemente o Banco Português do Atlântico).

O outro lado da moeda é que deverão ter de enfrentar o HSBC, o mais bem classificado no ranking entre os cem maiores do mundo, com "core capital" de US$ 25,7 bilhões. A classificação traz ainda vários bancos em boa posição que não escondem seu desejo de operar no Brasil. União de Bancos Suíços, Crédit Suisse, Nationsbank, Banco Bilbao Vizcaya e Nova Scotia são alguns deles.

Comparação - Uma análise interessante é verificar, a partir desses dados, quanto é a participação brasileira no negócio desses bancos estrangeiros.

O HSBC, por exemplo, possui ativos totais de US$ 401 bilhões.

No Brasil, comprou o Bamerindus, que possui ativos estimados em US$ 10 bilhões. No negócio mundial do grupo, o Brasil corresponde a 2,5 %.

O Boston tem ativos totais de US$ 62 bilhões, ou seja , mais de 10% do negócio mundial do banco está no País, já que os ativos no Brasil estão na faixa de US$ 6,5 bilhões.

O Citibank, quinto maior banco do mundo, tem ativos totais de US$ 281 bilhões e US$ 7,3 bilhões no Brasil, ou seja, cerca de 3% de seus negócios mundiais.

O Chase Manhattan, terceiro do ranking, registra US$ 336 bilhões em ativos, sendo US$ 3,2 bilhões no Brasil.

O Bank of America, sexto do ranking, soma ativos totais de US$ 250 bilhões e mantém, no Brasil, por meio do Multibanco, seu controlado, US$ 850 milhões.

O Santander, 80º no mundo, possui US$ 150 bilhões em ativos globais, O Brasil, com a aquisição do Noroeste e do Banco Geral do Comércio, passou a representar cerca de 3% do seu negócio mundial.

O Bilbao Vizcaya, que revela avidez em comprar um banco brasileiro, é o 53º do mundo e possui ativos de US$ 130 bilhões. Se conseguir levar adiante o negócio com o BCN, por exemplo, passaria a ter 6% das suas operações no Brasil.

O BB, o Bradesco e o Itaú , por sua vez, concentram seus ativos no Brasil. O BB tem US$ 79 bilhões, o Bradesco US$ 37,2 bilhões e o Itaú US$ 309 bilhões.

Em termos de participação no mercado brasileiro, a presença dos estrangeiros em relação ao tamanho do negócio global ainda é individualmente pequena.

Para essas instituições financeiras, estar no Brasil ainda representa uma fatia dentro dos negócios globais do grupo. Além do HSBC, Santander e Wachovia figuram como caras novas no mercado alguns bancos como Dresdner e o Swiss Bank, que adquiriram recentemente instituições menores com problemas com o Banco Central.


Fonte: O Estado de São Paulo, 29/09/1997

Por: Nilton Horita



Voltar

Política de Privacidade | Mapa do Site